Ciência e governança: III Fórum Internacional dos ODS aponta caminhos para o futuro 18/03/2026 - 19:30
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O III Fórum Internacional dos ODS consolidou-se como um marco na discussão sobre o desenvolvimento sustentável, focando na transição da teoria acadêmica para a prática territorial. Os painéis do evento revelaram uma convergência clara: a ciência só é transformadora quando é colaborativa, ética e profundamente conectada à realidade das comunidades.
Promovido pela Fundação Araucária e a Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social, o evento reuniu entre os dias 16 e 17, especialistas, gestores públicos e lideranças comunitárias para debater como a ciência e a inovação podem ser transformadas em soluções práticas para os territórios. O evento integra a agenda da Coalizão Local2030, plataforma do sistema das Nações Unidas dedicada aos ODS.
“Os debates do Fórum demonstraram que a produção científica não deve ficar isolada nos laboratórios, mas sim servir como um motor de transformação social, validando saberes locais e atendendo às necessidades específicas de cada região. Com isso, reforço a importância da união entre governo, academia, setor privado e sociedade civil para impulsionar a inovação sustentável e garantir que a Agenda 2030 avance de forma integrada no Paraná”, destacou o presidente da Fundação Araucária, Ramiro Wahrhaftig.
Os resultados desta terceira edição do Fórum reiteram que o desenvolvimento sustentável se concentra, em grande medida, nos territórios, onde o conhecimento se traduz em políticas públicas, a inovação se transforma em prática e os compromissos globais se concretizam. É nesse nível que o planejamento integrado, a governança inclusiva e os investimentos coordenados podem resultar em melhorias significativas na vida das pessoas, incluindo comunidades mais seguras e economias locais mais robustas.
“A ciência é fundamental e crucial quando elaboramos políticas baseadas em evidências, pois são a chave para que os formuladores dessas iniciativas possam definir estratégias eficazes, que impactam e são mais resilientes para as sociedades. As políticas que estamos tentando alcançar, envolvem governos, universidades, comunidades e instituições, ou seja, é uma missão comunitária”, enfatizou o vice-chefe do secretariado da Coalizão Local2030 das Nações Unidas, Iñigo Arbiol.
O coordenador de Projetos Internacionais na Superintendência Geral de Desenvolvimento Econômico e Social (SGDES), Filipe Braga Farhat, também destacou as valiosas contribuições apresentadas durante o evento. “A participação de todos os atores enriqueceu o diálogo e demonstrou a força dessa crescente comunidade global comprometida com a territorialização dos ODS”, ressaltou.
Ao final do seu segundo dia, a última sessão contou com a palestra da vice-diretora de Engajamento Comunitário da Universidade da África do Sul, Genevieve James, destacando a importância de integrar o conhecimento acadêmico aos saberes tradicionais e às necessidades das comunidades locais. Já em sua encerramento, a plenária final do III Fórum Internacional dos ODS finalizou sua programação com a relatoria da Declaração do Paraná, documento de comprometimento dos co-organizadores que sintetizou os relatos tecnicos dos eixos temáticos abordados durante o evento e sinalizoa o empenho dos atores não só para o avanço da Agenda 2030 localmente, mas também para com o seu avanço no pós-Agenda.
''Os resultados desta terceira edição reafirmam que o desenvolvimento sustentável é majoritariamente moldado nos territórios, onde o conhecimento se transforma em política pública, a inovação se transforma em prática e os compromissos globais se tornam realidades vividas. É nesse nível que o planejamento integrado, a governança inclusiva e os investimentos coordenados podem se traduzir em melhorias concretas na vida das pessoas, incluindo comunidades mais seguras e economias locais mais fortes.''
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CIÊNCIA – A ciência foi apontada como o motor para a produção de "inteligências territoriais aplicáveis". Os debates focaram na arquitetura interseccional dos ecossistemas de conhecimento, na governança de dados e na resiliência socioambiental, propondo novos desenhos institucionais para reduzir desigualdades. Outros temas foram governança territorial baseada na cooperação multinível, diversidade de conhecimento, apoio à juventude e fortalecimento das capacidades institucionais de financiamento das ações.
































